Ralf Hart - Cleber ;-)

09/01/2007 15:26
Comentando com uma pessoa, disse que estava apaixonado, é pela Isabella Taviani que estou apaixonado, quanta pretensão da outra pessoa...

Castelo de Farsa
Isabella Taviani
Composição: Isabella Taviani

Eu, não vou te perdoar
Não vou amenizar
Nunca mais a tua dor
Eu, assumo ser mortal
Pra não ter que carregar
Tua máscara bossal

Se hoje eu tenho a língua afiada
Se acabou de vez o teu domínio
Se nos meus pés eu trilho minha estrada
Se fiz da minha vida
Minha eterna namorada

É que eu moro
Num casebre de prata
E você
No teu castelo de farsa

Que o vento carregou...



enviada por Ralf Hart - Cleber



05/05/2006 11:48
Corinthiano até a morte!!

A atuação do time foi horrível (O River), mas pior que ser derrotado dentro de campo é não saber perder.

Os "torcedores" que fizeram aquilo ontem e vêm sempre fazendo, são um câncer no futebol. São pessoas sem objetivos na vida, que depositam todas suas esperanças de conquistas (da vida) num clube de futebol.
Era de se esperar a atitude de ontem, pois um clube de torcida de massa, num país onde ainda existe o lema romano de "Panis et circenses" (Pão e Circo); quando o seu círco particular do futebol se desmorona, a fúria sempre vem.
Fúria. Fúria temos que ter sim, mas não em atos vândalos, outrossim em acordar cedo, buscar algo útil à fazer, procurar crescer na vida (não só financeiramente, mas como pessoa). Essa é a verdadeira briga que devemos ter, a briga de ontem, tempestiva, é a mais fácil de executar, existe desde os tempos das cavernas. Aliás, a ação de ontem foi primatas mesmo.

Enfim, com todo amor tenho pelo Corinthians, desejo que o clube seja punido severamente.

Cleber Teixeira (de Cabeça inchada)



enviada por Ralf Hart - Cleber



26/12/2005 14:41
Chatterton (Seu Jorge)

Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isocrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem

Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu puta que pariu não vou nada bem...



enviada por Ralf Hart - Cleber



10/11/2005 13:45
Fernando Pessoa

Poesia de Álvaro de Campos

TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.


Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.


Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.


Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?


Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.


(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.


(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)


Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente


Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.


Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,


Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.



Álvaro de Campos, 15-1-1928
enviada por Ralf Hart - Cleber



20/10/2005 11:21
Bob Dylan

Like A Rolling Stone


by Unknown
Once upon a time you dressed so fine
You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
People'd call, say, "Beware doll, you're bound to fall"
You thought they were all kiddin' you
You used to laugh about
Everybody that was hangin' out
Now you don't talk so loud
Now you don't seem so proud
About having to be scrounging for your next meal.

How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

You never turned around to see the frowns on the jugglers and theclowns
When they all did tricks for you
You never understood that it ain't no good
You shouldn't let other people get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain't it hard when you discover that
He really wasn't where it's at
After he took from you everything he could steal.

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Princess on the steeple and all the pretty people
They're drinkin', thinkin' that they got it made
Exchanging all kinds of precious gifts and things
But you'd better lift your diamond ring, you'd better pawn itbabe
You used to be so amused
At Napoleon in rags and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now, you got no secrets to conceal.

How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?


Bob Dylan

Like a Rolling Stone (tradução)


by Unknown
Como Uma Pedra Que Rola:

Era uma vez, você se vestia tão bem
Jogava esmola aos mendigos em seu auge
Não foi?
As pessoas chamavam, dizendo “Cuidado boneca
Você está pedindo pra cair”
Você achou que todos eles estavam brincando com você
Você costumava rir de
Todo mundo que ficava vadiando ao redor
Agora você não fala tão alto
Agora você não parece tão orgulhosa
De estar tendo que vasculhar pela sua próxima refeição

Como se sente?
Como se sente?
Por estar sem um lar?
Como uma completa estranha?
Como uma pedra que rola?

Você freqüentou a melhor escola
Muito bem, Senhorita Solitária
Mas você sabe que você apenas ficava enchendo a cara lá
E ninguém jamais lhe ensinou
Como viver nas ruas
E agora você descobre (que)
Você vai ter que se acostumar com isso
Você dizia que jamais condescenderia
Com o vagabundo misterioso, mas agora você percebe
Que ele não está vendendo álibis
Enquanto você olha fixamente para o vácuo de seus olhos
E o pergunta, você quer fazer um trato?

Como se sente?
Como se sente?
Por estar por sua conta?
Sem nenhuma direção para casa
Como uma completa estranha?
Como uma pedra que rola?

Você nunca se virou para ver as carrancas
Dos equilibristas e dos palhaços
Enquanto todos eles chegavam
E faziam truques para você
Você jamais entendeu que isso não é bom
Você não deveria deixar as outras pessoas
Se divertir no seu lugar
Você antigamente cavalgava o cavalo cromado
Com seu diplomata
Que carregava em seu ombro um gato siamês
Não é difícil quando você descobre que
Ele realmente não era tudo que aparentava ser
Depois que ele levou de você tudo que podia roubar?

Como se sente?
Como se sente?
Por estar por sua conta?
Sem nenhuma direção para casa
Como uma completa estranha?
Como uma pedra que rola?

Princesa no campanário e todas as pessoas bonitas
Estão todas bebendo e pensando que estão por cima
Trocando presentes caros e coisas
Mas é melhor você surrupiar o seu anel de brilhante
É melhor você penhora-lo, gata
Você antigamente era tão entretida
Com o Napoleão de trapos e a linguagem que ele usava
Vá para ele agora, ele te chama, você não pode recusar
Quando você não tem nada, você não tem nada a perder
Você está invisível agora
Você não tem mais segredos a ocultar

Como se sente?
Como se sente?
Por estar por sua conta
Sem nenhuma direção para casa
Como uma completa estranha?
Como uma pedra que rola?

enviada por Ralf Hart - Cleber



15/09/2005 11:41
Only Time - Enya

Who can say where the road goes
Where the day flows, only time
And who can say if your love grows
As your heart chose, only time

(Chanting)

Who can say why your heart sighs
As your love flies, only time
And who can say why your heart cries
When your love lies, only time

(Chanting)

Who can say when the roads meet
That love might be in your heart
And who can say when the day sleeps
If the night keeps all your heart

Night keeps all your heart

(Chanting)

Who can say if your love grows
As your heart chose
- Only time
And who can say where the road goes
Where the day flows, only time

Who knows? Only time
Who knows? Only time

enviada por Ralf Hart - Cleber



13/09/2005 20:03
O Trem Da Juventude - Os Paralamas do Sucesso (Herbert Viana)

Minha alma é lavada, desencardida
E quem destratou a sua vida foi você Desamarrada, desimpedida, desarmada
Voa livre pelo mundo até escurecer
Quando faz frio perto do mar
Quando não há nuvens no céu Quando sopra o vento terral de manhã Vale a
pena acordar pra ver
Sempre atrasada, sempre iludida
De que vai voltar à vida que você deixou
O tempo, os homens
As marcas de noites e dias mal vividos
Nada disso te perdoou
Rede de surfistas no mar Ligados por computador
Novas maravilhas pra se admirar Não me venha com a velha dor
O trem da juventude é veloz
Quando foi olhar já passou
Os trilhos do destino cruzando entre nós
Pela vida, trazendo o novo

* A Eliana Printes fez uma gravação linda dessa música!!

enviada por Ralf Hart - Cleber



09/09/2005 12:46
Lua Bonita - Raul Seixas

Lua bonita,
Se tu não fosses casada
Eu preparava uma escada
Pra ir no céu te buscar
Se tu colasse teu frio com meu calor
Eu pedia ao nosso senhor
Pra contigo me casar
Lua bonita
Me faz aborrecimento
Ver São Jorge no jumento
Pisando no teu clarão
Pra que cassaste com um homem tão sisudo
Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua Bonita, Meu São Jorge é teu senhor,
E é por isso que ele "véve" pisando teu esplendor
Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos
Vai ouvir pois sou alheio,
Quem te fala é meu amor
Deixa São Jorge no seu jubaio amuntado
E vem cá para o meu lado
Pra gente viver sem dor.

enviada por Ralf Hart - Cleber



25/08/2005 17:24
Esotérico - Gilberto Gil

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada
Que nada, que não sabe nada
Que morre afogada por mim

*****

Tatuagem - Chico Buarque

Composição: Chico Buarque - Ruy Guerra


Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem pra seguir viagem
Quando a noite vem

E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega, mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo te alucina, salta e te ilumina
Quando a noite vem

E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas mas no fundo gostas
Quando a noite vem

Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mães, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sente




enviada por Ralf Hart - Cleber



04/07/2005 09:43
“Transmimento de Pensação”

Nossa!!! Kamar, ainda nessa sexta-feira estava falando de vc à uma amiga aqui da empresa...
Na quinta passada (30/06) comprei um CD da Cesaria Evora, ao mostrar prá ela, ela me disse que está buscando um nome artístico e gostaria que fosse africano, foi quando eu disse que tenho uma amiga angolana, que mora no Sul da França, etc, etc, etc, disse que tenho várias músicas que vc me passou, ela quis ouvir, encaminhei a Shaka Zulu (PomPom) e ela adorou.
Sempre falo de vc, com a Ju, com meus amigos de Sampa. Outro dia fiquei muitíssimo feliz em ver que vc usa o nome Seixas, do Raul. Sabe, sou tão fã do Raul e do Paulo, que fiz uma Tattoo com o símbolo da sociedade que eles criaram, o Imprimatur, da Sociedade Alternativa.
Bem, um dia volto ao msn, saudades de nossas longas tecladas. Ainda guardo o amanhecer exclusivo que me mandaste!!

T+

Cleber

enviada por Ralf Hart - Cleber



19/06/2005 14:23
Rita Lee – Meio Fio
(Rita Lee e Arnaldo Antunes)

Onde quer que eu vá levo em mim o meu passado
E tanto quanto do meu fim
Todos os instantes que vivi estão aqui
Os que me lembro e os que esqueci...
Carrego minha morte e o que da sorte eu fiz
O corte e também a cicatriz

Mas sigo meu destino
Num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam...

Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só é só flutuando no vazio
Voltando voz ao ar que receber

Pra ficar comigo corro, salto, me equilibro
Entre minha neta e minha vó
Fico feliz, sigo adiante ante o perigo
Vejo o que me aflinge virar pó
Às vezes acredito em mim, às vezes não acredito
Também não sei se devo duvidar

enviada por Ralf Hart - Cleber



16/06/2005 11:45
A palavra chave é: Comprometimento - from my friend Sefi

No século XIX, o Governo do Havaí estabeleceu um programa para cuidar de pessoas leprosas. Elas eram enviadas para a ilha de Molokai para passar o restante de seus dias em isolamento. O programa significava: longe dos olhos, longe do coração. Os leprosos, no entanto, tinham a permissão de serem acompanhados por um Kokua - pessoa que se dispunha a ir junto e permanecer ao lado de um leproso até o dia que ele morresse. Se o Kokua não contraísse a doença, poderia retornar para casa. Se, contudo, o Kokua contraísse a lepra, deveria permanecer em Molokai até morrer.
Certo dia um homem sentiu um adormecimento nos seus dedos dos pés e das mãos. Com o passar do tempo, ele percebeu a causa do problema. Uma noite, após o jantar, o homem contou à mulher e aos filhos que estava leproso. A esposa olhou para o marido e disse: "Serei sua Kokua".

Quais os compromissos que você assumiu no decorrer de sua vida e acabou abandonando porque se viu diante de situações difíceis?

É preciso ter coragem para tomar certas atitudes. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo, caminhar para frente e enfrentar as adversidades, é fazer o que precisa ser feito para vencer os obstáculos que a vida nos dá e sair mais que vitorioso.

Autor

Prof. Menegatti


enviada por Ralf Hart - Cleber



15/06/2005 17:51
Eh... Voltei...



Espero que consiga atualizar, sempre... segue dessa vez o texto do Arnaldo Jabor, que originou a música que a Rita Lee canta, Amor e Sexo:


"Amor é prosa sexo é poesia" de Arnaldo Jabor

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal.
Encontro duas amigas no calçadão do Leblon. "Teu artigo sobre amor deu o maior auê..." - me diz uma delas. "Aquele das mulheres raspadinhas também...
Aliás, que que você tem contra as mulheres que 'barbeiam' as partes?" - questiona a outra. "Nada... - respondo - acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas 'partes' dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney - lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo..."
Uma delas (solteira e lírica) me diz: "Sexo e amor são a mesma coisa..." A outra (casada e prática) retruca: "Não são a mesma coisa não..." "Sim, não, sim, não" - nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas sua opinião. Ninguém sabe direito. As duas categorias se trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais "sutis" defendem o amor, como algo "superior". Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta.
Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa. O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo. Sexo é contra a lei, no fundo de tudo. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre sem tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão à posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois. O sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições; não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude.
O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece. Existe amor com sexo, claro, mas nunca gozam juntos.
Amor é propriedade. Sexo é posse. Amor é a lei; sexo é invasão de domicílio.
Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em "doação". Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego:
remédio ou veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também - tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do "outro"; o sexo, no mínimo, precisa de uma "mãozinha". Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mais sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não - é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Sexo, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós. O sexo vem dos outros.
Não somos vítimas do amor; só do sexo. "O sexo é uma selva de epilépticos" (Nelson Rodrigues) ou "o amor, se não for eterno, não era amor" (NR). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge.
O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói - quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: "Faça amor, não faça a guerra." Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.
O sexo sempre existiu - das cavernas do paraíso até as saunas relax for men.
Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provençais do século 12 e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem - o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção, sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controlá-lo é programá-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias. Não há "saunas relax" para o amor, onde o sujeito entre e se apaixone. No entanto, em todo bordel, finge-se um "amorzinho" para iniciar. O amor está virando um hors-d'oeuvre para o sexo.
O problema do amor é que dura muito, já o sexo dura pouco. Amor busca uma certa "grandeza". O sexo sonha com as partes baixas. O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade. Com camisinha, há "sexo seguro", mas não há camisinha para o amor.
O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é a lei. Sexo é a transgressão. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo o sonho dos casados. A (O) amante sacia nossa fome de verdade, mata nossa nostalgia da animalidade.
Sexo precisa da novidade, da surpresa. O grande amor só se sente no ciúme (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo de esquerda (ou não, dependendo do momento político.
Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E, por aí, vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para a redação.

enviada por Ralf Hart - Cleber



06/08/2004 16:22

Finalmente chegou a hora, chegou o dia, estarei partindo para tão esperada e uma vez prorrogada caminhada. Vou zarpar dia 11, do porto mistico de Santana de Parnaíba... (porto em Santana?) o porto imaginário, de onde sairei para navegar um pouco, deixar a terra, por uns dias... bom quando eu voltar eu conto, torçam por mim, são 240 km e 10 dias de caminhada, um passeio no parque...
Se meus pés aguentarem, chegarei em Aguas de São Pedro dia 21 (Exatamente quando faz 15 anos da morte do Raul e o Natal do livro Operação Cavalo de Tróia = mais uma coincidência(?))
T+

enviada por Ralf Hart - Cleber



01/08/2004 16:01
Soy Una Mujer (Fading Like A Flower) – Roxette – Baladas en Español
Puede ser
que la tonta sea yo
que sin saberlo algo falló.
Puede que sí, puede que no.
El caso es
que mi vida va al revés,
que lo siento siempre después
cuando no hay nada que hacer.

Soy una mujer y a veces me equivoco
porque me fío de mi corazón.
Soy una mujer y por amor
yo soy capaz de todo.

Soy así,
impulsiva y natural,
en el fondo, persona normal
para bien o para mal.

Soy una mujer y a veces me equivoco
porque me fío de mi corazón.
Soy una mujer y por amor
yo soy capaz de todo.

Soy capaz de todo,
soy capaz de todo,
hasta de perder.
Soy una mujer,
si me quieres tener
no juegues con mi amor.
Ooh, no juegues con mi amor.

(3X)
Soy una mujer y a veces me equivoco
porque me fío de mi corazón.
Soy una mujer y por amor
yo soy capaz de todo.

enviada por Ralf Hart - Cleber



30/07/2004 12:01
Duas do Super-Titã-Tribalista Arnaldo Antunes

SAIBA - ARNALDO ANTUNES

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu
Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar
Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano
Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé
Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
e também eu e você

@@@@@@@@

Consumado – Arnaldo Antunes

Tô louco pra fazer
Um rock pra você
Tô punk de gritar
Seu nome sem parar
Primeiro eu fiz um blues
Não era tão feliz
E de um samba-canção
Até baião eu fiz
Tentei o tchá tchá tchá
Tentei um yê yê yê
Tô louco pra fazer
Um funk pra você

E tá consumado
Tá consumado
Tá consumado
Tá consumado

Fiz uma chanson d’amour
Fiz um love song for you
Fiz una canzone per te
Para impressionar você

Pra todo mundo usar
Pra todo mundo ouvir
Pra quem quiser chorar
Pra quem quiser sorrir
Na rádio e sem jabá
Na pista e sem cair
Um samba pra você
Um rock and roll to me

E tá consumido
Tá consumido
Tá consumido
Tá consumido

Fiz uma chanson d’amour
Fiz um love song for you
Fiz una canzone per te
Para impressionar você


enviada por Ralf Hart - Cleber



27/06/2004 13:44
HOMEM NÃO CHORA :'( - Frejat

Homem não chora nem por dor nem por amor e antes que eu me esqueça
Nunca me passou pela cabeça lhe pedir perdão e só porque eu estou aqui ajoelhado no chão
com o coração na mão, não quer dizer que tudo mudou, que o tempo parou, que você ganhou
Meu rosto vermelho, molhado, é só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe que homem não chora esse meu rosto vermelho, molhado,
é só dos olhos pra fora todo mundo sabe que homem não chora. Não chora, não.
Homem não chora nem por ter nem por perder lágrimas são água
Caem do meu queixo e secam sem tocar o chão e só porque você me viu cair em contradição
dormindo em sua mão, não vai fazer a chuva passar, o mundo ficar no mesmo lugar
Meu rosto vermelho, molhado, é só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe que homem não chora esse meu rosto vermelho, molhado,
é só dos olhos pra fora todo mundo sabe que homem não chora.
Homem não chora nem por dor nem por amor...


enviada por Ralf Hart - Cleber



21/05/2004 09:36
Românticos – Vander Lee


Românticos são poucos,
Românticos são loucos, desvairados
Que querem ser o outro,
Que pensam que o outro,
É o paraíso.

Românticos são lindos,
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo

São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção.

Românticos são poucos,
Românticos são loucos,

Como eu,
Como eu.

enviada por Ralf Hart - Cleber



29/04/2004 09:04

"Mas é claro que ele voltará amanhã de manhã!!"
enviada por Ralf Hart - Cleber



29/04/2004 08:58
LA NOUVEAUTÉ
George Israel / Paula Toller / Lui Farias

Que corte de cabelo estranho
Você até emagreceu
Pratica esporte todo dia
E até o dinheiro apareceu
Ela inventa uma infância triste
Recita em latim
Diz que só ouve Billie Holiday
Te dá um disco que eu já te dei
Sexo e champagne
Um simples beijo já faz ela gozar
Já está chegando
O grande dia do "eu te amo" e "vamo casar"
Ah, la Nouveauté
Que c'est vieille la Nouveauté
A frase é de Jacques Prévèrt
Num filme de Macel Carné
As unhas no sabugo doídas
De tanto roer
Mas o pior é que bem lá no fundo
Eu ainda gosto de você
Sexo e champagne
Uns creme cracker dá pra me sustentar
Já está me dando
Vontade de te servir vidro moído no jantar
Estão felizes como dois imbecis
Comendo feijão gelado
Comemorando o fim de ano em Paris
Cantando desafinado
Fá Mi Ré Lá Dó
Ah, La Nouveauté...


enviada por Ralf Hart - Cleber



14/04/2004 11:19
Si tu no estas - Rosana Arbelo

Si tu no estas
Si tu no estas

No quiero estar sin ti
Si tu no estas aquí
Me sobre el aire
No quiero estar así
Si tu no estas la gente se hace nadie
Si tu no estas aquí no se
que diablos hago amandote
Si tu no estas aquí sabrás
Que dios no va a entender
por que te vas
No quiero estar sin ti
Si tu no estas me falta el sueño
No quiero andar así
latiendo un corazón de
Amor sin dueño
Si tu no estas aquí no se
que diablos hago amandote
Si tu no estas aquí sabrás
Que dios no va a entender
por que te vas

Derramare mis sueños
si algún día no te tengo
lo mas grande se hará lo mas pequeño
paseare en un cielo sin estrellas esta vez
tratando de entender quien hizo
un infierno el paraíso
No te vayas nunca porque no
no puedo estar sin ti
Si tu no estas aquí me quema el aire
Si tu no estas aquí no se
que diablos hago amandote
Si tu no estas aquí sabrás
Que dios no va a entender
por que te vas

enviada por Ralf Hart - Cleber



12/04/2004 13:22
Músicas da semana passada...

É... acho que na1 estou muito viciado em Cazuza na1. Na semana passada, só foram dois CD´s do Cazuza, dois do Barão e um do Frejat, acho que isso não é paranóia, não!!
Apesar de eu ser um Exagerado, tenho minhas Ideologias que guardo em Segredo, afinal... Homem não Chora por estar Largado no Mundo, mesmo sabendo que O Mundo é um Moinho, O Tempo não Pára e Eu não Sei Dizer: - Por que a Gente é Assim?
Bom... lá vai +1a do Cazuza...


Preciso dizer que te amo - Cazuza

Quando a gente conversa
Contando casos besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos

E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo (que medo)
Eu preciso dizer que te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser
Teu amigo, (quê amigo ?)

Que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Que eu preciso dizer que eu te amo
tanto

E nessa novela eu não quero ser
Teu amigo, (quê amigo ?)
Que eu preciso dizer que eu te amo
Tanto...

enviada por Ralf Hart - Cleber



12/04/2004 13:04
12/04/2004 02:45 via torpedo

"Seu melhor amigo é aquele q sabe tudo !ou quase! a seu respeito e ainda assim gosta de você!!! Obrigado!!! Peva hehehe"

Foi muito bom ler isso!!
enviada por Ralf Hart - Cleber



12/04/2004 13:01
Olá!!

Como bom Exagerado, agradeço as visitas e repondo à Morgana, que nos coments da música "É você", perguntou - "o que teira a ver com meu momento?".
Como sou viciado em música, responderei exageradamente inspirado em Cazuza, Frejat, enfim Barão e sua prole.

****

Segredos - Frejat

Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferentes de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Nua esquina ou numa mesa de bar
Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem sabero que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá

****

Todo Amor que Houver nessa Vida - Cazuza

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti monotonia

E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcanço em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca e a tua mente, não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
E algum remédio que me dê alegria

****

Um Maior Abandonado...
enviada por Ralf Hart - Cleber



07/04/2004 16:05
É você - Tribalistas

É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo um gesto rio afora

É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu peito e se demora
Na vida só resta seguir
um risco, um pacto, um gesto rio afora
Na vida só resta seguir
um risco, um pacto, um gesto rio afora

**** A música não tem nada haver com meu momento, mas é bonita****


enviada por Ralf Hart - Cleber



05/04/2004 19:01
Há um comentário colocado na música da Rita Lee que postei, Amor e Sexo, onde sou questionado se seria capaz de amar uma prostituta.

Para mim, não importa o ofício, pois anstes de serem prostitutas, elas são mulheres, antes de serem mulheres, elas foram crianças... e quem de nós mortais poderiamos prever que elas seriam prostitutas quando elas nasceram? Uma delas poderia ser minha mãe, ou poderá ser minha filha. Acho que o grande mau do mundo é o preconceito. Fico imprecionado de como o filho do vizinho é chamado de “bicha loka” e o parente próximo, se o for, é chamdado de homossexual.

Se não quero mal prá mim, não posso propagá-lo a outrem. Se quero amor prá mim, devo propagá-lo sem olhar a quem. O amor puro, verdadeiro é transcendente a tudo. Como diz o compositor Humberto Gessinger: “A medida de amar é amar sem medida”.
Já na música da Rita, ela diz muitas coisas legais, como: “Amor é divino” (vertical), “sexo é animal” (horizontal), quando ambos se cruzam, tudo fica perfeito, mas “sexo é escolha”, “amor é sorte”. E se essa minha SORTE estiver numa prostituta, porque negaria minha sorte? É claro que eu ficaria “puto da vida”, com muito ciúmes mesmo, mas se o amor for amor puro e recíproco, tudo se encaixa.
Prá encerrar, a pergunta era se eu seria capaz de amar uma prostituta? A resposta é sim, mas desejaria que não a fosses mais, porque como diria Cartola: “O mundo é um moinho”. Em outras palavras, não teria nenhum preconceito prá me envolver com uma prostituta, mas creio que seria muito difícil (não impossível), ficar tranqüilo, sabendo que seu corpo estaria sendo explorado por outros homens, sem amor, sem carinho, apenas animalesco.

Acho que é isso.

T+

Ralf

enviada por Ralf Hart - Cleber



29/03/2004 13:33
"A Pérola do Amor Puro"

Apesar do risco, uma conchinha no fundo do mar, abre-se prá se alimentar.
Na ânsia do alimento, um pequeno grão de areia a fere;
Ela então se fecha...
... o tempo passa e quando ela volta a se abrir, lá está uma bela pérola.
Assim ocorre conosco também,
buscamos o amor e nos ferimos...
...o tempo passa e aprendemos muito, evoluindo em busca do amor puro
Amor puro, que também é uma pérola.
Amor puro e pérola, feitos por desejo, ferimentos, tempo e silêncio...
por isso ficamos meio ostra de vez enquando...
prá fazer a pérola a conchinha chora, e seu choro vai modelando a pérola...
conosco ás vezes também é assim, mas é muito bom saber que:
"o choro dura uma noite, mas a alegria vem pela manhã".

Ralf Hart
enviada por Ralf Hart - Cleber



28/03/2004 12:16


O Paulo pode ter alguma noção, mas não imagina quão grande é sua contribuição para milhares de pessoas, muitas vezes perdidas emocinalmente, se animam, passam a confiar na força do UniVerso e se transformam em "Guerreiros da Luz".

- Fico imaginando quantos e quantos não estavam desistindo de seus sonhos, e ao lerem "O Alquimista", resolveram continuar, desenterrar aquele sonho antigo;

- Fico imaginando quantas pessoas não perderam o preconceito de magos e bruxos após lerem "Brida";

- Fico imaginando quantas pessoas não reabilitaram seus casamentos, com as dicas de "Onze Minutos";

- Fico imaginando quantos suicídios foram abortados após o encontro com o livro "Verônica Decide Morrer";

- Fico imaginando quantos perdões, após "O Monte Cinco";

- Em fim, quantas vidas, quantas "Lendas Pessoais" não mudaram?

O Paulo percorrendo sua Lenda Pessoal, ajuda outras Lendas à serem percorridas, mas os críticos, ah mas os críticos, bom como o próprio Paulo diz: "Os críticos, criticam; os esctirores, escrevem e os leitores, leêm"; e nós fãs, "fãzamos", "babamos", "bajulamos" mesmo, porque os fãs são os fãs, oras!!

****

Tirei esse trecho de uma carta que mandei a presidente do fã clube do Paulo Coelho, à Marcia Nascimento, e resolvi publicar aqui também!!
enviada por Ralf Hart - Cleber



28/03/2004 12:00


Pedi esse coração prá minha amiga virtual Morgana, foi tirada lá na Bélgica. Achei muito interessante, é paradoxial, um coração no gelo!! Por mais que estejamos nas mas baixas temperaturas do humor, o amor arruma um espaço.

http://guerreiraonline.blogspot.com/

T+
enviada por Ralf Hart - Cleber



27/03/2004 14:33


Após quase dois anos, voltei a ter quarto (e cama- darei uma pausa ao saco de dormir), posso fazer de tudo: ler, escrever, acender incenso, ouvir música, jogar minhas cartadas, etc. Parece banal, mas prá quem já teve casa, voltar a ter um quarto é muito bom.

Obra: O Quarto de Vicent van Gogh
enviada por Ralf Hart - Cleber



26/03/2004 20:16


Assim Que Se Faz - Luciana Mello (gatíssima)

Você vive inventando maneira
De dizer sempre não pra dizer que me quer
Fazendo uma grande besteira
Desistir sem saber sem tentar sem viver
Isso já tá virando novela
Não precisa assistir pra saber o final

Vem pra mim, então,
eu vou lhe mostrar
Vem pra mim, então,
eu vou lhe mostrar

É assim que se faz, é assim que se ama
Assim te quero tanto, eu te quero bem
É assim que se faz, é assim que se ama
Assim te quero tanto, tanto....


enviada por Ralf Hart - Cleber



26/03/2004 20:08
Entrei num blog hoje, muito show, http://anabell.blig.ig.com.br/ lá encontrei essa piadinha:

25/03/2004 12:06
Que tal sorrir um pouquinho?!

Recebi este texto por e-mail, enviado pela minha amiga Narinha!

Um dia uma Dona de Casa, buscava gravetos para o fogão à lenha, a fim de fazer o almoço para a sua família, cortando o galho de uma árvore já tombada do lado de um rio, mas seu machado caiu dentro do rio. A mulher suplica a Deus que lhe aparece e pergunta:
- Por que você está chorando?
A mulher responde que seu machado havia caído no rio. E Deus entra no rio do qual tira um machado de ouro e pergunta:
- É este seu machado?
A nobre mulher responde:
- Não Deus, não é esse.
Deus entra novamente no rio e desta vez tira um machado de prata:
- E este é seu?
- Também não, responde a D. de casa.
Deus volta ao rio e tira um machado de madeira e pergunta:
- É este teu machado?
- Sim, responde a nobilíssima mulher.
Deus estava contente com a sinceridade da mulher, e a mandou de volta para casa dando-lhe os 3 machados de presente.
Um dia, a mulher e seu amantíssimo marido estavam passeando nos campos quando ele tropeçou e caiu no rio. A infeliz mulher então, suplica a Deus que aparece e pergunta:
- Mulher, por que você está chorando?
A mulher responde que seu esposo caiu no rio, e imediatamente Deus mergulha e tira o Expedito, personagem da antiga novela das 8, "Mulheres Apaixonadas" do rio, e pergunta:
- É este seu marido?
- Sim, sim! Responde a mulher, e Deus se enfurece.
- Mulher mentirosa! - exclama.
Mas a mulher rapidamente se explica:
- Deus, me perdoe! Foi um mal entendido. Se eu dissesse "não", então o Senhor tiraria Gianechini do rio. Se novamente eu dissesse "não" era ele, o Senhor tiraria meu marido. Quando eu dissesse "sim", o Senhor mandaria eu ficar com os 3. Mas eu sou uma humilde mulher e não poderia cometer trigamia... só por isso eu disse "sim" para o primeiro deles.
Assim, Deus achou justo, e a perdoou.

Moral da história:
Mulher mente de um jeito que até Deus acredita.

*******
Agora, meu comentário, temos que nos render:

Mintira da braba, mulher na1 mente na1, apenas tem uma visão holistica das coisas, e nós homens por na1 ter o tal do "sexto sentido", na1 percebemos isso. Bom... pelo menos foi o que uma amiga me disse, acho que ela na1 ´tava mentindo... ah... sei lá.
Voltando ao sexto sentido, tem homens que não tem nem os cinco sentidos direito, uns não tem visão, porque não reparam as luzes que ela fez no cabelo; outros naum têm olfato, na1 percebem o perfume novo dela; outros na1 tem audição, na1 escutam vossos conselhos; outros na1 tem paladar, na1 sabem apreciar um bom beijo na boca; outros o pior, naum tem tato, na1 sabem lidar com vocês, mas quem será que pode saber, acho difícil, mas sei lá..;. vcs são assim, têm até sexto sentido, nós... podre de nós... nem os cinco direito.

T+
Ralf


enviada por Ralf Hart - Cleber



26/03/2004 08:55


"Pare o mundo que eu quero descer!!!" - Raul Seixas (Raulzito é isso aí!!)
enviada por Ralf Hart - Cleber



26/03/2004 08:49


Um livro que prende, surpreende, enfim você aprende e se diverte, fantástico!! Nele encontrei sobre filosofia hindu, arte espanhola, flamenco, anões (elfos), ciganos, baralho, Ilhas Fiji, evolução do UniVerso, "O olho que olha para o UniVerso é o olho do próprio UniVerso".

La Maya Desnuda - de Goya



La Maya Vestita - de Goya
enviada por Ralf Hart - Cleber



17/03/2004 13:52


Soñar, Soñar (Adrian Esteves)

?Quien eres tu en este sueño a bailar, por las arenas del mar?
?Será una gachí o será gitana?
?Quien, eres tu en este sueño entre castillos caminando?
?Será realidad o será sueño?
No quiero despertar, yo quiero, soñar, soñar, soñar, soñar
Para amar, amar, amar, amarte.
Yo quiero enamorarte, niña, niña, guapa, guap, se, se será un sueño.
enviada por Ralf Hart - Cleber



17/03/2004 13:28


Olhos de Farol - Ney Matogrosso (Ronaldo Bastos/Flávio Henrique)

Por que só vens de madrugada
E nunca estás por onde eu vou?
Somente em sonhos vi a luz
Da lua cheia
O canto da sereia
No breu da noite eu sei que
Reinas a me refletir
Olhos de Farol
Porque tu és a lua e eu sou o sol
Porque só brilhas quando eu durmo
Sou condenado a te perder
Eu só queria ver andar na ventania
Luar do meio-dia
Na minha fantasia, ainda sou teu pierro
E disfarço mal
A lágrima de amor no carnaval

Eu te vi em sonhos
A boiar no meu jardim
Lua de cetim entre os lençóis
E no céu sem nuvens
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Eu te vi rainha
Dona de nós
Imitar a voz dos rouxinóis
E no céu em chamas
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis

enviada por Ralf Hart - Cleber



17/03/2004 12:11


Os Presentes (Kléber Albuquerque) - Eliana Printes

QUE PRESENTES TE DARIA
UMA ESTRELA VÃ DO FIRMAMENTO
PRA ILUMINAR O VÃO DO PENSAMENTO
PRA ILUMINAR O VÃO DO PENSAMENTO


UMA TV NA GARANTIA
ÁRVORES PLANTADAS NO CIMENTO
E O MEU PERFUME NA ROSA DOS VENTOS
E O MEU PERFUME NA ROSA DOS VENTOS
E O MEU PERFUME NA ROSA DOS VENTOS

UM NOVO RITMO
CARTAS DE AMOR COM FRENTE E VERSO
E MEU PERCURSO NESSE UNIVERSO
E MEU PERCURSO NESSE UNIVERSO
E MEU PERCURSO NESSE UNIVERSO

NAS HORAS SEM FIM
EM QUE A DOR NÃO TEM MAIS CABIMENTO
É NO TEU PRUMO QUE EU ME ORIENTO
É NO TEU PRUMO QUE EU ME ORIENTO
É NO TEU PRUMO QUE EU ME ORIENTO


CATEDRAIS DE ALVENARIA
SENHAS PRA NÃO MAIS PERDER A VEZ
CASA , COMIDA E UM MILHÃO POR MÊS
CASA , COMIDA E UM MILHÃO POR MÊS
CASA , COMIDA E UM MILHÃO POR MÊS

enviada por Ralf Hart - Cleber



17/03/2004 12:07


Amor e Sexo – Rita Lee

Amor é um livro, sexo é esporte
Sexo é escolha , amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela, sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa, sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão, sexo é pagão
Amor é latifúndio, sexo é invasão
Amor é divino, sexo é animal
Amor é bossa nova, sexo é carnaval
Amor é para sempre, sexo também
Sexo é do bom, amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um, sexo é dois
Sexo antes, amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
Amor é cristão, sexo é pagão
(....)Amor é bossa nova, sexo é carnaval
Amor é isso, sexo é aquilo
E coisa e tal, e tal e coisa...
Ai, o amor...Hum, o sexo

enviada por Ralf Hart - Cleber



12/01/2004 19:29

enviada por Ralf Hart - Cleber



22/12/2003 12:03

SUPER-HERÓIS
De: Raul Seixas/ Paulo Coelho

A D#°
Hoje e segunda-feira e decretamos feriado
A D#°
Chamei Dom Paulo Coelho e saímos lado a lado
D7 Dm
Lá na esquina da Augusta, quando cruza com a Ouvidor
A D#°
Não é que eu vi o Silvio Santos
A D#°
Não é que eu vi o Silvio Santos
D E7
Sorrindo aquele riso franco e puro para um filme de terror
D E7
Como é que eu posso ler se eu não consigo concentrar minha atenção
F#m C#
Se o que me preocupa no banheiro ou no trabalho é a seleção
E7
(vê se tem kung fu ai em outra estação)
A D#°
Já na outra esquina dei 3 vivas ao rei Faiçal
A D#°
O povo confundiu pensando que era carnaval
D7
Então eu disse a Dom Paulete:
Dm
Eu conheço aquele ali
A D#°
Não é possível, Dom Raulzito
A D#°
Não é possível, Dom Raulzito
D E7
Quem é que no Brasil não reconhece o grande trunfo do xadrez
D E7
Sai pela tangente disfarçando uma possível estupidez
F#m C#
Corri para o cantinho pra dali sacar o lance de mansinho
E7
Adivinha quem era? Mequinho!
A D#°
Lá em Nova York todo mundo é feliz
A D#°
Vi o Marlon dançando o último tango de Paris
D7 Dm
Pedi cerveja e convenci o garçom do botequim
A D#°
A não pagar o tal do casco
A D#°
Ele aceitou pois sou um astro
D E7
E duma cobertura no Leblon Pelé acena dando aquela
D
Enquanto o povo em baixo grita: “é o Rei!”,
E7
Pelé despenca da janela
F#m C#
É quando, a 120, o Fittipaldi passa e quem ele atropela?
E7
Meu Deus! Mequinho no chão e mais 3 velas
A D#° D#°
Vamos dar viva aos grandes heróis ______
A D#° ||1|2|
Vamos em frente bravos cowbóis |||3|4
A D#° ||||||
Avante! Avante! Super-heróis ||||||
C# E7 ||||||
Ai-oh, Silver! Shazam! ||oooo

enviada por Ralf Hart - Cleber



22/12/2003 12:01

VOCÊ
De: Raul Seixas/ Cláudio Roberto

Você alguma vez se perguntou porque?
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar
Mas você faz,
Sem saber porquê
Você faz e a vida é curta!
Por quê deixar que o mundo
Lhe acorrente os pés
Finge que é normal estar insatisfeito
Será direito, o que você faz com você
Por quê você faz isso, porquê?
Detesta o patrão no emprego
Sem ver que o patrão sempre
esteve em você
E dorme com a esposa
Por quem já não sente amor
Será que é medo
Porque
Você faz isso com você

Por quê você não para um
pouco de fingir?
E rasga esse uniforme que você não quer
Mas você não quer
Prefere dormir e não vê
Porque você faz isso! Por quê?

Detesta o patrão no emprego
Sem ver que o patrão sempre esteve em você
E dorme com a esposa
Por quem já não sente amor
Será que é medo
Porque
Você faz isso com você
Por quê?
Mas você não quer
Prefere dormir e não vê
Por quê você faz isso!
Por quê?
Será que é medo?
Por quê você faz isso com você?
Você faz isso com você?


enviada por Ralf Hart - Cleber



26/11/2003 10:15


Outono em Porto Alegre (Gessinger/Galvão)-
CD Dançando em Campo Minado

nem tudo está perdido
nem sinal de pedra no peito
o horóscopo do jornal arriscou "um belo dia"
liguei o rádio na hora certa
era a canção que eu queria

nem tudo está perdido
tudo em paz no reino da química
ninguém me telefonou enquanto eu dormia
sonhei com meu pai e ele sorria
chimarrão pra acordar era só o que eu queria

veja você...que surpresa...que coisa incrível
descobri que sou feliz
veja você...quem diria...que ironia
sem você eu sou feliz

nem tudo está perdido
outono em Porto Alegre
sou o dono dos meus passos sobre folhas mortas
o mundo fica para outro dia
andar por aí era tudo que eu queria

veja você...que surpresa...que coisa incrível
descobri que sou feliz
veja você...quem diria...que ironia
sem você eu sou feliz

Picture from: Resting - Vicent van Gogh
enviada por Ralf Hart - Cleber



26/11/2003 09:50

enviada por Ralf Hart - Cleber



25/11/2003 17:35

"Um rapaz e uma moça se apaixonaram loucamente. E resolveram ficar noivos. Os noivos sempre se dão presentes.
O rapaz era pobre - seu único bem consistia num relógio que herdou do avô. Pensando nos belos cabelos da sua amada, resolveu vender o relógio para comprar um lindo prendedor de cabelos de prata.
A menima tampouco tinha dinheiro para o presente de noivado. Então, foi até a loja do principal comerciante do lugar e vendeu seus cabelos. Com o dinheiro comprou uma corrente de ouro para o relógio de seu amado.
Quando se encontraram, no dia da festa de noivado, ela lhe dá a corrente para um relógio que fora vendido, e ele lhe dá o prendedor para cabelos que não existiam mais."
from "Nas Margens do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei" - Paulo Coelho
picture from: "Starry Night" - Vicent van Gogh
enviada por Ralf Hart - Cleber






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